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Sentido da Vida Diante do Sofrimento - Um olhar de Viktor Frankl

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Por: Márcia Christovam 

 

Introdução

Foi quase ontem as intermináveis noites de medo, pouca esperança, dor e luto que passamos como humanidade. Os ecos da pandemia ainda ressoam, mesmo que muitas dessas histórias tenham sido empurradas para debaixo do tapete. Do nosso inconsciente ecoam sons de ansiedade, angústia, e às vezes vozes de pânico que continuam a nos lembrar das fragilidades que atravessamos. Não é à toa que vivemos hoje um adoecimento psíquico em larga escala.

E a isso se soma a nossa história particular como mulheres: séculos de silenciamento das nossas dores. Muitas de nós seguimos enlutadas, arrastando o corpo e a alma para lidar sozinhas com perdas não elaboradas, pressões sociais, expectativas familiares e sobrecargas invisíveis. Essas experiências podem facilmente nos levar a sentir que a vida perdeu o sentido.

Para falar ao nosso coração sofrido, ninguém melhor do que alguém que enfrentou dores profundas — aquelas forjadas nos campos de concentração nazista. O autor que nos acompanha neste mês é Viktor Frankl, psiquiatra austríaco e fundador da escola da Psicologia chamada Logoterapia, que sobreviveu ao horror daquela prisão e, a partir de sua experiência, nos deixou uma lição poderosa: a vida sempre tem sentido, mesmo no meio do sofrimento.

Essa visão é profundamente transformadora para todas nós que buscamos compreender, acolher e ressignificar a dor.

 

O sofrimento como portal

Frankl nos deixa um grande legado: a forma como podemos lidar com a dor quando ela se torna uma visitante que não pode ser simplesmente mandada embora.
Ele nos ensina que o sofrimento só se transforma em desespero quando parece não ter propósito. Mas, quando encontramos um “para quê”, até a dor mais profunda pode se tornar um portal de transformação.

Para nós, mulheres, esse olhar é essencial. Em um mundo que tantas vezes nos ensina a calar, suportar ou esconder as feridas, reconhecer que cada cicatriz pode florescer em força é um convite ao despertar da alma.

“Se há um sentido em tudo na vida, então deve haver um sentido no sofrimento. O desespero é o sofrimento sem propósito.”
— Viktor Frankl

E então nosso olhar deixa de ficar fixado apenas no sofrimento e se abre ao “para além de”, permitindo a pergunta:
“Que propósito maior posso encontrar nessa dor?”

É importante dizer: NÃO, não precisamos do sofrimento para aprender.
Todos nós podemos aprender com o prazer, com a leveza, com a alegria e com as recompensas da vida.
Entretanto, existem dores que não podem ser evitadas. E se elas se apresentam, não precisamos atravessá-las com as vestes de vítima, de mãos amarradas.

Podemos escolher outra postura: firme, altaneira, de cabeça erguida.
Podemos decidir aprender o que for possível, e sair do outro lado melhores do que entramos.
Assim, a dor não nos define, mas se torna passagem.
Um portal que, ao ser atravessado, nos devolve a nós mesmas — mais inteiras, mais fortes e mais vivas.

 

A liberdade interior que ninguém pode arrancar

Outro ensinamento central de Frankl é que, mesmo quando tudo nos é tirado, ainda nos resta a liberdade de escolher nossa atitude diante da vida.

Essa é uma verdade poderosa:
mesmo diante das perdas, rejeições ou injustiças, existe dentro de cada um de nós um território inviolável.
Um espaço sagrado onde nenhuma circunstância, pessoa ou dor pode entrar.
É ali que repousa o verdadeiro livre-arbítrio: a liberdade de decidir quem escolhemos ser, apesar de tudo.

“Podem arrancar tudo de nós, menos uma coisa: a última das liberdades humanas — escolher a atitude diante de qualquer circunstância.”
— Viktor Frankl

Quantas vezes você se viu aprisionada no emaranhado dos papéis que precisa desempenhar?
Quantas vezes sentiu-se tolhida pelas expectativas alheias ou limitada pelas circunstâncias externas?

Ainda assim, esse espaço inviolável continua aí, intacto.
A questão é: você o reconhece?
E, mais do que isso: você se permite tomar posse dele?

Porque a vida pode tentar lhe roubar muitas coisas, mas nunca poderá roubar aquilo que nasce desse lugar secreto — a decisão de quem você deseja se tornar.

 

O “porquê” que sustenta a caminhada

Frankl nos provoca a olhar além da dor.
Não é a ausência de sofrimento que garante uma vida plena, mas a presença de um sentido que sustenta nossos passos.

Esse sentido pode ser um amor, uma missão, um sonho, uma fé — algo que dá forma às lágrimas e coragem ao coração.
Quando uma mulher descobre o seu “para quê”, nenhum peso da vida pode silenciar seu florescimento.

“Quem tem um porquê enfrenta qualquer como.”
— Viktor Frankl

 

Conclusão: um convite ao florescimento

A mensagem de Viktor Frankl é clara e profundamente humana: não somos reféns das circunstâncias.
O sofrimento pode ser inevitável, mas sempre temos a liberdade de escolher como iremos enfrentá-lo e o sentido que vamos dar a ele.

Para nós, mulheres, esse é um chamado para não nos definirmos pelas feridas, mas pela força que nasce delas.

A Jornada da Alma nos mostra que a dor pode ser transformada em portal, que a liberdade interior é inviolável, e que o sentido é o fio que nos conduz ao florescimento.

🌹 E você, que sentido tem dado à sua dor?

 

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