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Por: Márcia Christovam
O Código do Ser — James Hillman
Uma resenha para quem busca propósito com raiz (e não só metas)
Publicado em 1996, O Código do Ser: Em Busca do Caráter e da Vocação levou a psicologia arquetípica ao grande público. Nele, James Hillman propõe que cada pessoa nasce com uma imagem de alma — a famosa “teoria da bolota”: como a bolota traz a forma do carvalho, nossa vida traz um desenho vocacional que pede corpo no mundo. Essa visão desloca o foco do binômio “natureza x cultura” e apresenta um terceiro fator: a vocação (o chamado) como eixo organizador de caráter e destino.
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A tese, em linguagem simples
Hillman diz que existe em nós um daimon — um gênio tutelar que lembra quem somos e “empurra” a biografia por coincidências, fascínios, encontros e até sintomas. Em vez de ver tudo como produto de genes ou ambiente, o livro pergunta: “o que a alma quer de você?”. Esse chamado não é sinônimo de carreira; é forma de ser que pode se exprimir em ofícios, estilos de relação, compromissos éticos e artes de viver.
Como o livro argumenta
A escrita é ensaística e narrativa: histórias de vida, casos clínicos, ecos de Platão (o Mito de Er, matriz do “daimon”) e diálogo com a tradição renascentista do gênio pessoal. O objetivo é pensar por imagens, fiel ao método imaginal de Hillman, não reduzir a vida a causas lineares.
Conceitos-chave do Código do Ser (num só olhar claro e aplicável)
Explicando em linhas simples
Em outras palavras
Resumo-síntese: há em você uma imagem que insiste; o daimon a recorda; os sintomas avisam quando você se afasta; a fidelidade à imagem organiza escolhas; e crescer para baixo transforma vocação em vida vivível.
Por que esse livro ainda importa
Limites e críticas (o que ler com discernimento)
Para quem este livro é
Como aplicar (3 exercícios práticos no espírito do livro)
Uma passagem para guardar
“Even before there are life stories, lives display themselves as images… Unpacking the image takes a lifetime.”
“Antes de haver histórias de vida, as vidas se mostram como imagens… Desdobrar a imagem leva uma vida inteira.”
Veredito
O Código do Ser é um convite a cooperar com o que te escolheu. Ao trocar culpa e determinismos por fidelidade à imagem, Hillman oferece um mapa poético e radicalmente prático: menos “o que devo ser”, mais como hospedo quem já sou. Para novembro — mês de conclusão e reorientação — é leitura perfeita para fechar o ano com centro, não pressa.
Hillman ainda nos presenteia em seu texto com exemplo de como as pessoas florescem a partir de sua “bolota”, como lidam com seus daimons e como “aterrar o chamado”, evitando os altos e baixos provocados por sua forte energia.
Veja alguns exemplos para melhor entender a teoria.
1. Eleanor Roosevelt — a fantasia como pista do chamado
2. A criança que “monta consultório” na sala
História
Desde pequena, Ana organizava cadernos, ouvia as amigas e sobre seus problemas emocionais, ficando horas sentada escutando amorosamente. Nunca foi a melhor da turma em biologia, mas aos 30 virou psicóloga muito procurada — e continua amando papelaria, escuta e rituais de cuidado.
Como a teoria lê
Isso é a bolota se mostrando cedo: não é “quero ser psicóloga”, é um modo de ser (acolher, organizar, escutar) pedindo corpo em qualquer profissão afim. O daimon dela sempre empurrou para situações onde cuidar fazia sentido.
Sinais para reconhecer
Passo prático
Liste 3 brincadeiras que você repetia criança/adolescente. Em cada uma, sublinhe o modo de ser (ex.: acolher, liderar, investigar). Onde isso cabe hoje?
3. A música que volta (mesmo depois do “fracasso”)
História
Larissa estudou piano na adolescência, parou após uma audição frustrada e fez administração. Aos 35, em meio a ansiedade, comprou um teclado “para distrair” e começou a compor trilhas para vídeos da empresa — virou sua marca no trabalho.
Como a teoria lê
A imagem insiste: o daimon reapresenta a música em outro formato (trilhas curtas) e contexto (empresa). Não era “carreira de concertista”; era viver musicalmente. A crise foi o empurrão para reabrir a porta.
Sinais para reconhecer
Passo prático
Escolha um micro-retorno (15 min, 3x/semana) ao tema que te chama há anos. Observe impactos no humor, foco e sentido.
4) O professor que “cresce para baixo” (growing down: aterrar o chamado)
História
Miguel nasceu “líder”: carismático, amado pelos alunos. No começo, vivia de picos: turmas o idolatravam, mas a vida pessoal desabava. Aprendeu a descer: sono regular, limites, supervisão, menos turmas por vez. Continuou brilhando — agora sustentável.
Como a teoria lê
A estrela existe, mas precisa raízes. “Crescer para baixo” é ajustar corpo/ritmo/limites para que o chamado habite o mundo sem queimar a pessoa.
Sinais para reconhecer
Passo prático
Defina 3 proteções do daimon (ex.: noites de sono inegociáveis; 1 dia sem palco; supervisão mensal). Coloque datas e testemunha.
5. Judy Garland (a Dorothy em O Mágico de Oz de 1939) — o brilho que apareceu cedo (e o desafio de “aterrar”)
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