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Porque a mulher boazinha começa a adoecer.

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Uma Mulher Sem Filtro

Porque a mulher boazinha começa a adoecer.

Por: Márcia Christovam

Reflexões a partir das análises para o Cine Debate Logos de maio de 2026 com o filme: A Mulher sem Filtro

 

Há filmes que não precisam ser obras-primas cinematográficas para cumprirem uma função simbólica importante. Alguns filmes chegam como espelhos. Outros, como provocação. Outros ainda como uma espécie de riso incômodo, desses que começam leves, quase despretensiosos, mas terminam revelando feridas antigas.

Uma Mulher Sem Filtro é um desses filmes.

Por trás da comédia, dos exageros e das situações caricaturais, o filme nos coloca diante de uma pergunta profundamente séria: quanto custa, passar a vida tentando ser boazinha?

Bia, a protagonista, vive cercada por relações que a diminuem. No trabalho, é desvalorizada. Em casa, é explorada. Nas relações familiares e afetivas, parece sempre ocupar o lugar daquela que suporta, organiza, compreende, cede, engole, aceita. Ela não explode. Ela não confronta. Ela quase não diz o que sente, e quando diz não consegue impor aos outros limites ou faze-los compreender suas necessidades e direitos. Ela não ocupa o próprio lugar.

Até que o corpo começa a falar.

E talvez essa seja uma das grandes chaves do filme: quando a mulher não consegue dizer “não” com a boca, muitas vezes o corpo começa a dizer por ela.

Você já viveu algo assim? Talvez esteja vivendo agora…

 

A menina boazinha e a máscara do feminino domesticado

Durante muito tempo, o feminino foi educado para a contenção.

A boa menina era aquela que não incomodava. Que sorria mesmo contrariada. Que sentava direito. Que não falava alto. Que não demonstrava raiva. Que não dizia palavrão. Que não desejava demais. Que não ocupava espaço demais. Que não era “difícil”. Que não dava trabalho.

A menina boazinha aprendia cedo que ser amada significava ser agradável.

E ser agradável, muitas vezes, significava deixar de ser inteira… claro, porque sempre existirão partes nossas não valorizadas socialmente, em especial aquelas que “são diferentes”ou as que dizem o que os outros não querem ouvir!

Essa construção não é apenas individual. Ela é histórica, social e simbólica. Durante séculos, a mulher foi associada ao cuidado, à docilidade, à renúncia e à capacidade de sustentar emocionalmente os outros. A “boa mulher” era aquela que aguentava. A boa esposa era a que compreendia. A boa mãe era a que se sacrificava. A boa filha era a que obedecia. A boa profissional era a que entregava muito, reclamava pouco e ainda mantinha um sorriso no rosto, mesmo ganhando bem menos do que um homem que realizava o mesmo trabalho ou até daqueles com uma entrega inferior à dela.

Mas existe uma violência silenciosa nesse modelo: ele transforma a mulher em função.

Ela passa a existir para manter a casa funcionando, o casamento funcionando, o trabalho funcionando, a família funcionando, o desejo do outro funcionando. Enquanto isso, sua própria vida vai ficando suspensa.

Em Uma Mulher Sem Filtro, Bia representa essa mulher que se adaptou demais. Ela não é apenas uma mulher estressada. Ela é uma mulher que perdeu contato com a própria voz. Uma mulher que se tornou especialista em engolir desconfortos.

E tudo aquilo que não encontra palavra, encontra SINTOMAS.

 

Quando o corpo vira a última fronteira da alma

Uma das reflexões centrais do nosso Cine Debate foi esta: o corpo é a nossa última fronteira.

Antes de uma dor virar dor física, muitas vezes ela já foi emoção ignorada. Já foi tristeza engolida. Já foi raiva reprimida. Já foi humilhação normalizada. Já foi desejo negado. Já foi cansaço romantizado. Já foi limite ultrapassado muitas vezes.

O corpo não mente. Ele pode até esperar. Pode tentar compensar. Pode suportar por algum tempo. Mas, em algum momento, ele cobra.

A tensão nos ombros pode contar a história de quem carrega o mundo. A dor no pescoço pode falar da rigidez de quem não se permite virar para outros caminhos. O aperto no peito pode revelar afetos não chorados. O quadril pode guardar memórias do feminino, do materno, da sexualidade, da sustentação da vida. Os pés podem denunciar a dificuldade de caminhar, de aterrar, de seguir.

É claro que toda dor física merece cuidado médico, investigação e tratamento adequado. Mas, simbolicamente, o corpo também pode ser lido como linguagem.

Ele mostra, em matéria, aquilo que a alma já vinha tentando dizer em silêncio.

No filme, Bia começa a adoecer porque não está vivendo a própria vida. Ela está funcionando. E funcionar não é o mesmo que viver.

 

As mulheres do filme: máscaras possíveis diante da dor

O filme também nos apresenta diferentes formas de resposta feminina ao sofrimento.

Há a mulher que se cala e se adapta. Há a mulher que se infantiliza. Há a mulher que se protege evitando relações humanas profundas. Há a mulher que se joga numa liberdade barulhenta, mas talvez ainda sem eixo. Há a mulher que parece superficial, mas carrega uma força provocadora de transformação.

Essas personagens não precisam ser vistas apenas como figuras externas. Elas podem ser lidas como partes internas de uma mesma psique feminina.

Existe em muitas mulheres uma Bia: aquela que tenta dar conta de tudo e não se permite desagradar.

Existe também uma parte que se recolhe e prefere não se arriscar mais nas relações, porque já se feriu demais.

Existe uma parte que tenta se libertar de qualquer jeito, confundindo liberdade com ausência de limite.

E existe, às vezes, uma figura provocadora — interna ou externa — que chega para desorganizar tudo.

No filme, essa função aparece na figura da blogueira. À primeira vista, ela pode parecer fútil, exagerada, caricata. Mas ela ocupa um lugar simbólico importante: ela escuta, provoca, confronta e desestabiliza.

Nem toda relação que nos cura é confortável.

Algumas pessoas chegam à nossa vida não para nos agradar, mas para nos acordar.

 

O caminho de retorno do feminino ao corpo

A presença da terapeuta Deusa Shana no filme abre uma leitura simbólica muito interessante. Ela nos remete ao feminino como força vital, corporal, desejante, instintiva. Um feminino que não está apenas a serviço do outro. Um feminino que se reconhece como potência.

E aqui aparece uma pergunta essencial:

 

Meu corpo tem sido espaço de dor ou espaço de prazer?

 

Essa pergunta não fala apenas de sexualidade, embora também possa passar por ela. Fala de vida. Fala de presença. Fala de permissão para sentir. Fala de habitar o corpo com menos culpa e mais verdade.

Muitas mulheres vivem no corpo apenas como território de cobrança. O corpo que precisa emagrecer. O corpo que precisa funcionar. O corpo que precisa produzir. O corpo que precisa cuidar. O corpo que precisa estar bonito, disponível, controlado, adequado.

Mas e o corpo como casa/lar?

E o corpo como altar/espaço sagrado?

E o corpo como lugar de prazer, dança, descanso, respiração, alimento, desejo, beleza e presença?

Quando a mulher se desconecta do corpo, ela se desconecta de uma fonte profunda de sabedoria. O corpo sabe quando algo aperta… quando uma relação pesa… quando uma conversa violenta… quando é hora de ir embora. O corpo também sabe quando uma presença acolhe… quando um abraço é sincero e seguro… quando um olhar é aceitação e respeito.

A questão é que muitas mulheres foram ensinadas a desconfiar do próprio corpo para obedecer às expectativas externas. Ensinadas a negar seus instintos e sua intuição, essas armas tão poderosas da psique e do espírito, que tem seus conectores mais aguçados intimamente ligados ao corpo, às sensações, ao que arrepia, captando tudo o que é mais sutil pelos músculos e pela pele!

 

O ciclo das 4 Rainhas: um caminho de retorno a si

Neste mês, no post semanal do Oráculo da Alma, trabalhamos simbolicamente as 4 Rainhas do Tarô. E é muito bonito perceber como elas, enquanto símbolos, também oferecem uma chave de leitura para Uma Mulher Sem Filtro.

A jornada de Bia pode ser vista como a travessia de uma mulher que precisa recuperar suas quatro soberanias internas.

 

A Rainha de Ouros: voltar ao corpo e ao próprio valor

A Rainha de Ouros nos fala de corpo, chão, sustento, valor e concretude.

Ela pergunta: onde eu tenho me abandonado na tentativa de sustentar tudo?

Bia é uma mulher que perdeu a posse do próprio território. Seu corpo está ali, mas sua energia está sequestrada pelas demandas do marido, do chefe, da família, das obrigações e das expectativas.

A Rainha de Ouros lembra que uma mulher precisa voltar para a própria terra. Precisa reconhecer seu valor não apenas pelo que entrega, mas pelo que é. Precisa cuidar do corpo não como objeto de cobrança, mas como morada da alma.

Ela ensina que não há libertação possível sem aterramento.

Antes de dizer grandes verdades ao mundo, a mulher precisa conseguir voltar para si e perguntar: 

  • Do que eu preciso? 
  • O que me nutre? 
  • O que me sustenta? 
  • O que tem drenado minha energia vital?

 

A Rainha de Copas: escutar a dor sem se afogar nela

A Rainha de Copas nos conduz ao mundo emocional.

Ela não nega a dor. Ela a escuta. Ela acolhe as águas internas, mas não permite que elas destruam toda a casa.

Bia não adoece apenas porque vive relações abusivas. Ela adoece porque não consegue dar lugar psíquico àquilo que sente. Sua tristeza, sua raiva, sua frustração e seu cansaço não encontram escuta. Então se acumulam.

A Rainha de Copas ensina que sentir não é fraqueza. Mas permanecer indefinidamente submersa também não é cura.

Há uma diferença entre acolher a emoção e ser governada por ela. Entre reconhecer uma ferida e construir uma identidade inteira em torno dela. Entre dizer “isso doeu” e concluir “por isso eu nunca mais me relaciono de verdade”.

Essa Rainha nos lembra que maturidade emocional não é ausência de dor. É capacidade de escutar a dor sem trair a si mesma.

 

A Rainha de Paus: recuperar o desejo e a força de existir

A Rainha de Paus é fogo. É presença. É magnetismo. É coragem. É desejo de vida.

Ela representa uma dimensão do feminino que muitas mulheres aprenderam a temer: a mulher que quer, que escolhe, que ocupa, que brilha, que ri alto, que se expressa, que se move, que seduz a vida sem pedir desculpas por existir.

Em Bia, essa Rainha está inicialmente reprimida. Seu fogo foi domesticado. Sua raiva virou sintoma. Seu desejo virou cansaço. Sua espontaneidade virou adequação.

Quando ela começa a mudar, assusta os outros — e assusta a si mesma.

Isso é muito importante: quando uma mulher começa a se libertar da personagem da boazinha, ela pode parecer agressiva para quem estava acostumado com sua submissão.

Mas nem sempre é agressividade.

Às vezes é apenas vida voltando.

A Rainha de Paus ensina que a mulher não precisa escolher entre ser amorosa e ser forte. Entre ser sensível e ser intensa. Entre ser cuidadosa e ser desejante. O feminino vivo não é um feminino apagado. É um feminino aceso.

 

A Rainha de Espadas: dizer a verdade e sustentar o limite

Por fim, a Rainha de Espadas traz a palavra, a lucidez, o corte e o limite.

Ela é a mulher que já compreendeu que amor sem verdade vira prisão. Que vínculo sem respeito vira adoecimento. Que silêncio demais pode ser cumplicidade com a própria dor.

Essa talvez seja a Rainha mais difícil para a menina boazinha.

Porque a Rainha de Espadas sabe dizer não.

E dizer não pode parecer cruel para quem foi ensinada a confundir bondade com autoabandono.

Mas existe uma diferença profunda entre ferir o outro e frustrar o outro. Muitas mulheres evitam colocar limites porque não querem magoar, decepcionar ou perder vínculos. O problema é que, ao tentar não frustrar ninguém, acabam violentando a si mesmas.

A Rainha de Espadas não fala para destruir. Ela fala para libertar.

Ela corta o que aprisiona. Nomeia o que estava encoberto. Interrompe o ciclo da manipulação, da exploração e da mentira.

Ela nos lembra que a verdade também é uma forma de cuidado.

 

O medo de mudar e a vontade de voltar para a prisão

Um dos momentos mais importantes da leitura do filme é quando Bia começa a mudar e depois quer voltar a ser como antes.

Isso é profundamente humano.

Muitas vezes, desejamos a libertação como fantasia, mas nos assustamos quando ela se torna realidade. Porque a liberdade não vem apenas com alívio. Ela vem também com desorganização. Ela muda relações. Ela incomoda pessoas. Ela exige decisões. Ela nos tira de lugares conhecidos, mesmo quando esses lugares eram estreitos e dolorosos.

Às vezes, para arrumar a casa, é preciso primeiro bagunçar.

E há mulheres que, diante da bagunça inicial da mudança, pensam: “melhor deixar como estava”.

Mas será?

Melhor continuar adoecendo para não contrariar alguém?

Melhor permanecer pequena para manter uma relação que só funciona enquanto você se abandona?

Melhor ser amada pela máscara ou correr o risco de ser vista na verdade?

A libertação exige coragem porque ela nos leva para um território ainda não habitado. O lugar antigo pode ser ruim, mas é conhecido. O novo pode ser mais saudável, mas ainda é incerto.

Por isso, muitas pessoas voltam para relações, empregos, padrões e personagens que já não cabem mais. Não porque sejam felizes ali, mas porque a infelicidade conhecida parece menos ameaçadora do que a liberdade desconhecida.

 

Relações reais, relações artificiais e o risco dos simulacros

Outro ponto importante do filme é a forma como algumas personagens lidam com o risco das relações humanas.

Quando nos ferimos nas relações, podemos começar a buscar vínculos menos ameaçadores. Relações controláveis. Relações que não nos confrontam. Relações que não nos contradizem. Relações onde não precisamos negociar diferença, frustração, limite e alteridade.

Um exemplo desta questão também apresentada no filme, é a relação que alguém pode desenvolver com um bichinho de estimação. O  amor pelos animais pode ser lindo, legítimo e profundamente afetivo. O problema não está em amar um animal. O problema está em substituir completamente o campo das relações humanas por vínculos que não exigem reciprocidade adulta entre duas consciências humanas.

Hoje, isso se amplia ainda mais com as relações artificiais mediadas pela tecnologia. Há pessoas que tentam transformar inteligências artificiais, personagens virtuais ou interações digitais em substitutos da amizade, da psicoterapia, da intimidade e da presença humana.

Mas uma relação que nunca me frustra também nunca me amadurece.

O 'outro real' me desafia porque ele não é uma extensão de mim. Ele tem desejo, limite, contradição, história, cansaço e diferença. E é nesse campo que crescemos.

A personagem provocadora do filme (a blogueira) cumpre justamente essa função: ela não oferece apenas conforto. Ela oferece confronto.

E, às vezes, é disso que a alma precisa.

 

Ser sem filtro não é despejar tudo: é parar de trair a própria verdade

O título Uma Mulher Sem Filtro pode sugerir, à primeira vista, a ideia de alguém que fala tudo sem pensar. Mas uma leitura mais profunda nos permite ir além.

Ser sem filtro não significa ser cruel, impulsiva ou desrespeitosa.

Ser sem filtro, nesse contexto, é parar de viver filtrando a própria existência para caber no desejo dos outros.

É parar de suavizar a própria dor para não incomodar.

É parar de sorrir quando a alma está gritando.

É parar de fingir que está tudo bem quando o corpo já está pedindo socorro.

É claro que maturidade exige elaboração. Nem toda verdade precisa ser dita de qualquer forma. Nem todo impulso merece virar ação. Nem toda raiva deve ser descarregada sem cuidado.

Mas existe uma distância enorme entre elaborar o que se sente e silenciar para sempre.

A mulher madura não é a mulher que engole tudo. Também não é a mulher que vomita tudo. É a mulher que aprende a transformar emoção em consciência, consciência em palavra, palavra em limite e limite em caminho.

 

Da menina boazinha à mulher inteira

Talvez o grande convite do filme seja este: deixar partir a menina boazinha para permitir chegar a mulher inteira.

A mulher inteira não é perfeita.

Ela sente raiva. Sente desejo. Sente medo. Sente prazer. Sente cansaço. Sente vontade de ir embora. Sente vontade de ficar. Erra, recomeça, aprende, tropeça, se contradiz…

Mas ela já não aceita se abandonar para ser aceita.

Ela já não confunde amor com submissão.

Ela já não chama de paz aquilo que é apenas silenciamento.

Ela já não chama de cuidado aquilo que exige sua própria destruição.

 

A mulher inteira integra as quatro Rainhas dentro de si.

  • Com a Rainha de Ouros, ela volta ao corpo e reconhece seu valor.
  • Com a Rainha de Copas, ela escuta suas emoções sem se afogar nelas.
  • Com a Rainha de Paus, ela recupera seu fogo, seu desejo e sua alegria de existir.
  • Com a Rainha de Espadas, ela diz a verdade, coloca limites e escolhe com lucidez.

E, ao fazer isso, ela deixa de viver como personagem secundária da vida dos outros.

 

O corpo como caminho de libertação

Ao final, fica a pergunta que talvez mereça ser levada para a vida:

 

Meu corpo tem sido espaço de dor ou espaço de prazer?

 

Não se trata de uma pergunta simples. Ela abre portas.

Porque muitas dores não começaram no corpo, mas terminaram nele. Muitas tensões são histórias antigas pedindo escuta. Muitas doenças carregam também o peso simbólico de vidas não vividas, palavras não ditas, limites não colocados e desejos negados.

Se os traumas podem gerar dores no corpo, o prazer também pode abrir caminhos de libertação para a alma.

Prazer aqui não é futilidade. É força vital.

Prazer é respirar melhor. É dançar. É rir. É descansar sem culpa. É comer com presença. É sentir-se viva dentro da própria pele. É habitar o corpo como casa, não como campo de batalha.

A libertação da mulher não acontece apenas quando ela muda o discurso. Ela acontece quando sua verdade volta a atravessar o corpo.

Quando a voz volta.

Quando o desejo volta.

Quando o limite volta.

Quando o prazer volta.

Quando a mulher deixa de ser apenas boa para os outros e começa, finalmente, a ser verdadeira consigo mesma.

    Talvez esse seja o verdadeiro “sem filtro”: não uma autorização para ferir, mas uma convocação para existir.

E existir inteira.
Com corpo.
Com alma.
Com voz.
Com verdade.

 

Vamos à prática!!!

Com carinho…

Márcia Christovam

Goiânia, 26 de maio de 2026.

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